MasterArte
Artists
  Aquila, Luiz
Barbosa, Felipe
Blass, Tatiana
Caldas, Waltércio
Camargo, Iberê
Catunda, Leda
Cavalcanti, Emiliano
Cazzani, Renata
Charoux, Lothar
Cravo Neto, Mario
Dacosta, Milton
de Castro, Amilcar
de Tarso, Paulo
Diez, Cruz
Euvaldo, Celia
Ferrari, Leon
Galvão, J.C.
Gerchman, Rubens
Giorgi, Bruno
Guignard, Alberto da Veiga
Guinle, Jorge
Ianelli, Arcangelo
Ivo, Gonçalo
Krajcberg, Frans
Largman, David
Leal, Paulo Roberto
Leontina, Maria
Mabe, Manabu
Magalhaes, Joao Paulo
Manuel, Antonio
Martins, Cosme
Meireles, Cildo
MMM, Ascanio
Morris, Sarah
Muniz, Vik
Nucci, Giovanna
Ohtake, Tomie
Oiticica, Hélio
Oliveira, Henrique
Palatnik, Abraham
Palma, Mariana
Pancetti
Patricio, Jose
Piza, Luiz Arthur
Portinari, Cândido
Rego, Ana Luiza
Ricalde, Rosana
Saldanha, Ione
Salgado, Sebastião
Samico, Gilvan
Schendel, Mira
Senise, Daniel
Serpa, Ivan
Serra, Richard
Sokol, Estela
Soto, Jesus Rafael
Sued, Eduardo
Tomasello, Luis
Valentim, Rubem
Vazarelli
Vieira, Decio
Volpi, Alfredo
Weissmann, Franz
   
Biography
Cavalcanti, Emiliano


 
Iniciou a carreira artística em 1914. Em 1917 transfere residência para São Paulo, a fim de concluir o curso de Direito iniciado no Rio de Janeiro, realizando sua primeira individual na capital paulista. Em 1922 participa da Semana de Arte Moderna de São Paulo, como figura de proa e um dos principais animadores. Era a Semana de Arte Moderna, que apelava para uma conscientização nacional da nossa produção artística, até então interessada em " interpretar", sem grande força inventiva, os ditames da Escola de Paris. Di Cavalcanti, nascido no Rio de Janeiro em 1897, foi a contribuição carioca a esta Semana que ficaria na história da cultura brasileira, como um grito de liberdade, um sinal de abertura para um diálogo mais possível e oportuno do criador local com o seu publico e a realidade que o cercava. Este artista surgia como um humorista, um ser que analisava a realidade e a fustigava através do riso ou da estilização grotesca de seus traços estruturais. Num ambiente sério e formal, como o da arte até então praticada nos ateliers nativos, este dado natural de um artista crítico (além do escritor de talento que sempre se manteve aceso em sua trilha de vivência internacional e culta) era o tempero necessário à sedimentação de um estado de reformulação de valores.



Mulatas?! Sim. Brasil, sempre. Na realidade o espirito do carioca, tão especial e nítido neste caldeamento conflitante da raça brasileira, sempre tangeu as criações de Di. A tal ponto que o resultado consagratorio de sua obra/vida, só se explicaria por este lado espontâneo, comunicativo e aberto, de uma população voltada para o mar oceano, com uma natureza esplêndida e luminosa, que o pintor arrastou para temas sombrios, como as intimidades do Mangue, sem lhes tirar a altivez pensativa e povoada de imagens buliçosas. "Tudo o que vejo como pintor — diria Di Cavalcanti — se integra na paisagem carioca." Esta declaração abre à vigilância de qualquer análise crítica, a rara possibilidade de filtrar a versatilidade de Di criador, a partir de sua fixação de uma realidade muito amada e próxima. Lírico e romântico, diluia sobre os temas grotescos e as figuras aparentemente vulgares, esta ânsia de beleza, mesmo quando deformada pela liberdade de seu expressionismo.



Em 1923 viaja para Paris pela primeira vez, infiltra-se no movimento cultural da capital francesa, viaja pela Europa e sua vida fica dividida; a paixão pelo Velho Mundo, pela civilização curtida de experiência e sabedoria, e a impossibilidade de viver definitivamente noutro lugar que no Rio de Janeiro. Diria; "Eu não poderia viver sem o Rio de Janeiro, porque tudo o que vejo como pintor se integra na paisagem carioca."



INDIVIDUAIS:


Suas exposições individuais são numerosas, tanto no Brasil, como no estrangeiro.
1917 - realiza sua 1º individual;
1954 - MAM, Retrospectiva, Rio de Janeiro (RJ);
1964 - Galeria Relevo, Rio de Janeiro (RJ);
1971 - MAM, Retrospectiva, São Paulo (SP);
1973 - Galeria de Arte Ipanema, Rio de Janeiro (RJ);
1977 - Galeria de Arte Ipanema -São Paulo (SP), entre muitas outras.



PRINCIPAIS COLETIVAS:


1951 - 1 Bienal de São Paulo (SP);
1953 - Prêmio de melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo (SP);
1960 - II Bienal Interamericana do México, Medalha de Ouro (México);
1963 - VII Bienal de São Paulo (SP);
1964 - Salão Paranaense de Belas Artes (PR).



Em 1937, conquista Medalha de Ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris.



Executou painéis murais para o Forum Lafaiete, em Belo Horizonte; Câmara dos Deputados, em Brasília; Edifício Machado de Assis, no Rio de Janeiro etc. Ilustrou muitos livros, entre eles: "A Dança das Horas" de Guilherme de Almeida; "Juca Mulato" de Menotti deI Picchia; "Noite na Taverna" de Álvares de Azevedo e "Uma Tragédia Florentina" de Oscar Wilde.








© 2004 - 2010 MasterArte. All rights reserved. Site by: S/2M2 Design