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Biography
Sued, Eduardo


Eduardo Sued ( 1925, Rio de Janeiro )



1946/48 - Estudos na Escola Nacional de Engenharia. 1949 - Estudos de desenho e pintura, no Rio de Janeiro, com o pintor Henrique Boese. 1950/51 - Colabora, como desenhista de arquitetura, no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer. 1951/53 “Etudiant patronné” pela Embaixada da França: estudos na “Academie Julien” e na “Academie de la Grande Chaumière”, Paris; participa do III Salon des Travaux Publics na Galeria Métro Beaux-Arts, Paris. 1953 - Estudos de gravura em metal com o gravador e pintor lberê Camargo, Rio de Janeiro. 1956/57 - Professor de desenho e pintura para adultos e adolescentes na Escolinha de Arte do Brasil; professor de desenho, pintura, modelagem e pequenas plásticas para crianças, na Escola Hebraica do Rio de Janeiro. 1958/63 - Reside em São Paulo: professor do curso “Pintura e técnicas artesanais’ para adultos e desenho, pintura e gravura para adolescentes, na Escola de Arte da “Fundação Armando Alvares Penteado”; professor de desenho e pintura para adultos no Clube de Arte de Santos. Orientador de desenho para um grupo de professores da Escola Técnica de Aeronáutica de São José dos Campos; um dos fundadores do Museu Goeldi. 1964 - Ilustra para a Sociedade dos Cem Bibliófilos do Rio de Janeiro, o livro Canto IV, “As Aparições” do poeta Jorge Lima. Referindo-se ao percurso intenso de Eduardo Sued, da figuração à abstração, em fases compactas afinadas entre si, escreveu Roberto Pontual: “A disposição intrinsecamente geométrica tem permeado a obra mais recente de Eduardo Sued. Mesmo quando ele, até por volta de 1969, ainda fazia da figura elemento essencial de trabalho, que o interessava mais de perto era poder superá-la ou situá--la como ponto de partida para investigações de caráter óptico, em linearidades cromáticas bem definidas na sua pureza. Com dispositivos retilíneos, rigorosamente disciplinados em faixas paralelas de cores exatas, compunha sinuosidades da face e do corpo humano, sem deles fornecer, no entanto, a fisionomia realista integral.Tratava-se de curiosa justaposição da atitude crítica oriunda da pop-art com a pesquisa visual, construtiva e asséptica da pop-art, na tentativa de estabelecer novo nível critico através da montagem significativa de referências ao corpo e à máquina, ao humano e à sua desumanização.” E continua: “No desdobramento dos desenhos, colagens, gravuras e pinturas de Sued o predomínio do geométrico e óptico acentuou-se, lado a lado com despojamento cujas raízes ele sabe advirem de crescente curiosidade e estudo do budismo zen. O mergulho, a análise e a dialética visualização do vazio tornaram-se, então, tema e matéria. O artista aliás, não podia ser mais exato, em palavras também: “Eu tiro do nada aquilo que não é nada: deixo apenas aquilo que é do nada”. Seu próprio método de trabalho o indica: “Preparo o linho, estico e passo quatro mãos de branco. È fundamental que seja completa e absolutamente branco. O importante daí em diante são os ouvidos. Tenho que ouvir as cores que desabrocham aos poucos. Só tomo cuidado para conservar os olhos bem fechados. Olhou, estragou tudo. O ouvido é que funciona, ele manda, ele determina o que está ou não está certo. Nada de consciência, de racionalização”. Sobre a plenitude formal desta sensibilidade informada na abstração , expressa em obras recentes, escreveu Ronaldo Brito: “A pintura se constrói, rigorosa e articulada. Espaço e cor resultam de um pensamento cerrado — variações mínimas, cálculos e compatibilidades quase infinitesimais garantem a identidade indiscutível de cada tela. Imediatamente, uma certa simetria e uma certa harmonia se impõem. A distância está dada, entre a arte e o mundo. Mas, logo aceita, essa distância começa a ceder, pressionada e assediada pela interioridade problemática do trabalho. Ao primeiro olhar íntegro, decidido, sucedem percepções incompatíveis, vertiginosas. O quadro, tão bem construído, não se deixa captar inteiro — aos poucos vai se revelando descontínuo, um lugar sempre alterado. Um tênue mas insistente movimento, no limite entre o real e o virtual, parece atravessá-lo e perturbar a superfície aparentemente serena”



INDIVIDUAIS:

1966 - Galeria Barcinsky, Rio de Janeiro (RJ); 1968 – Galeria Bonino, Rio de Janeiro (RJ); 1970 - Prisma Galeria de Arte, Rio de Janeiro (RJ); 1974 -Galeria Luiz Buarque de Hollanda e Paulo Bittencourt, Rio de Janeiro (RJ); 1982 - MAM, Rio de Janeiro (RJ) e Galeria Luisa Strina, São Paulo (SP); 1983 - Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (RJ); 1985 – Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo (SP); 1986 - Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (RJ); 1987 - Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (RJ); 1989 – Galeria Luisa Strina, São Paulo (SP); 1990 – GB Arte, Rio de Janeiro (RJ); Paço Imperial, Rio de Janeiro (RJ); 1993 - Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo (SP); 1994 – Galeria do Século XXI- MNBA, Rio de Janeiro (RJ); 1997 – Atelier FINEP- Paço Imperial, Rio de Janeiro (RJ); 1998 – Centro de Arte Helio Oiticica, Rio de Janeiro (RJ) .



PRINC1PAIS COLETIVAS:

1970 - I Bienal de San Juan de Gravura Latino-Americana (Porto Rico); III Bienal Internacional de Gravura (Polônia) e Galeria Espaço, Rio de Janeiro (RJ); 1971 - Helsinki (Finlândia); 1973 - Casa do Brasil, Roma (Itália); 1975 - MAM, Rio de Janeiro (RJ); 1978 -Fundação Eugenio Mendoza, Caracas (Venezuela), América Latina – Geometria Sensível - MAM, Rio de Janeiro ((RJ); 1981 - XVI Bienal de São Paulo (SP); 1983 - Galeria Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (RJ); 1984 – Bienal de Veneza, Veneza (Itália); 1989 – Bienal de São Paulo (SP), Rio Hoje - MAM, Rio de Janeiro (RJ); 1992 - Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo (SP); 1994 - Precisão - CCBB, Rio de Janeiro (RJ); Uma Poética da Reflexão – MNBA, Rio de Janeiro (RJ), Salão Preto e Branco - MNBA, Rio de Janeiro (RJ); 1996 - Geometria-Rio – Paço Imperial, Rio de Janeiro (RJ); 1997 – Premio Johnnie Walker – Sala Século XXI – MNBA, Rio de Janeiro (RJ).




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